Make your own free website on Tripod.com

Os Invisuais

Doenças ou anomalias comuns nos olhos

Os invisuais
O Olho Humano
Causas e Consequências
Doenças e anomalias
Conselhos
Capacidade do Olho Humano
William Dobelle e Louis Braille
Glossário

Eis nesta página um conjunto de doenças e anomalias que afectam os olhos que poderá analisar:

apr_ol03.jpg

Doenças ou anomalias comuns nos olhos

 

Erros de refracção:

 

Hipermetropia: Os raios de luz solar concentram-se atrás da retina, formando uma imagem desfocada, não nítida. Uma das soluções para este problema seria uma lente convexa à frente dos olhos.

 

Miopia: Os raios de luz solar, concentram-se na frente da retina, quando os olhos, ou estão em repouso, ou estão olhando para um objecto a 6 ou mais metros de distância. Para este caso a solução seria uma lente côncava que podia "focar" a imagem sobre a retina.

 

Astigmatismo: É um erro de refracção que resulta de uma irregularidade na curvatura da córnea ou das lentes dos olhos que faz com que os raios de luz se tornem refractivos de forma desigual em planos diferentes, de maneira que os raios horizontais e verticais se concentram em dois pontos diferentes da retina. Normalmente pode ser corrigido com lentes adequadas.

 

 

 

 

Defeitos de função muscular:

 

Estrabismo: Os dois olhos não focalizam simultaneamente o mesmo objecto. Pode ser constante ou intermitente. A sua causa é uma falta de coordenação dos músculos extremos dos olhos.

 

Heterotropia: É a acção insuficiente de um ou mais músculos dos olhos, que ficam com uma tendência a se desviarem da posição normal para a fixação binocular. Cria dificuldades em fundir as duas imagens dos olhos numa só. Não é tão aparente quanto o estrabismo e, às vezes, pode ser superada com esforço muscular extra.

 

Nistagmo: Movimentos rápidos, convulsivos, dos globos oculares, resultando numa acentuada ineficácia visual.

 

 

 

Outras anomalias:

 

Albinismo: É hereditária, congénita, caracterizada por uma relativa ausência de pigmentação na pele, no cabelo, na camada coróide e na íris. Está frequentemente relacionada com erros de refracção e da perda de acuidade visual. A falta de cor na íris deixa um excesso de luz atingir a retina.

 

Catarata: Anomalia em que as lentes do cristalino tornam-se opacas, com perda da acuidade visual. Normalmente pode ser tratada através de uma operação ou outros processos médicos. Se as lentes forem, cirurgicamente, removidas, lentes artificiais tornam-se necessárias, obviamente, e a visão periférica é afectada.

olho2.jpg

Doenças mais comuns:
 

Catarata:

Anomalia em que as lentes do cristalino tornam-se opacas, com perda da acuidade visual. Normalmente pode ser tratada através de uma operação ou outros processos médicos. Se as lentes forem, cirurgicamente, removidas, lentes artificiais tornam-se necessárias, obviamente, e a visão periférica é afectada. É qualquer alteração da transparência do cristalino.

 

 Quais as causas da catarata?

·         Envelhecimento;

·         Causas congénitas;

·         Traumatismos;

·         Doenças crónicas dos olhos;

·         Doenças sistémicas (de todo o organismo), como a diabetes.

Quais os sintomas de catarata?
A catarata poderá causar a turvação da imagem, entre outras queixas. O diagnóstico deverá ser feito pelo médico oftalmologista.

Como se tratam as cataratas?
Na maior parte das vezes, de forma cirúrgica, removendo a parte do cristalino opacificado e colocando um "cristalino artificial" dentro do globo ocular (lente intra-ocular). Desta forma, dá-se a recuperação visual.

 

 

 

Glaucoma:

O glaucoma é uma doença que causa lesões no nervo óptico, responsável por levar ao cérebro as informações visuais captadas pela retina e alterações no campo visual, podendo levar à cegueira.

 

Causas do glaucoma:

A maioria dos casos do glaucoma está relacionado com a pressão dentro do olho. Esse aumento ocorre por causa de uma falha no sistema de drenagem do humor aquoso, líquido que circula continuamente no interior e que tem a função de nutrir as regiões que abrange. As pessoas mais sujeitas a esta doença são os míopes, pessoas com mais de quarenta anos de idade e pessoas com histórico familiar da doença.

 

Além destes casos mais comuns existem outros dois casos de glaucoma. Uma é o glaucoma congénito, que atinge crianças recém-nascidas. A outra, o glaucoma agudo, que ocorre quando a pressão          intra-ocular aumenta subitamente. Este tipo atinge, principalmente, mulheres entre os 40 e os 60 anos de idade cujo ângulo da câmara interior do olho é estreita.

 

Sintomas do glaucoma:

A manifestação mais comum do glaucoma (glaucoma crónico simples) não é perceptível no início porque não provoca dor. Quando a pessoa se apercebe que tem a visão diminuída ou dor ocular, a doença já está num estado avançado e irreversível. Nos casos de glaucoma agudo, a pessoa pode sentir dor ocular intensa, olho vermelho, visão borrada, dores de cabeça, e, eventualmente, náuseas e vómitos. As crianças com glaucoma lacrimejam muito, não toleram a luz e tem os olhos grandes, muitas vezes azulados ou esbranquiçados. A doença pode atingir ou um ou dois olhos da criança.

 

Prevenção e Tratamento

É importante diagnosticar a doença no seu início, antes que o nervo óptico tenha sido muito danificado. Este diagnóstico é feito através da medição da pressão do olho, num exame indolor e rápido, que faz parte da rotina de uma consulta oftalmológica. Os exames de campo visual e de fundo de olho ajudam no diagnóstico e no controlo da evolução da doença. É recomendável que todos façam pelo menos uma visita anual ao oftalmologista.

Quando o glaucoma é descoberto logo, há tratamentos eficientes. Às vezes, o uso correcto de colírios ou outros medicamentos recomendados pelo oftalmologista é suficiente para controlar a doença, impedindo uma evolução para a cegueira. Há também a possibilidade de fazer uma cirurgia.

Os glaucomas agudos e congénitos só são tratados com cirurgia, que deve ser realizada com urgência.

 

 

 

 

Ambliopia:

Ocorre quando a visão, especialmente das crianças, é baixa e insuficiente num olho ou nos dois. O olho amblíope não teve amadurecimento normal da visão. É o chamado "olho preguiçoso". A ambliopia acontece porque cada um dos dois olhos envia uma imagem para o cérebro, que precisa de juntá-las numa só. Quando os dois olhos enviam uma imagem para o mesmo objecto, torna-se fácil o trabalho do cérebro, mas quando cada olho está fixando um ponto, o cérebro recebe duas imagens muito diferentes entre si e não consegue trabalhar com ela. Por consequência, elimina a imagem do olho desviado. Essa eliminação faz com que não haja desenvolvimento desse olho que acaba tornando-se mais fraco.

 

Causas da ambliopia:

As causas mais frequentes são: estrabismo, erros de refracção, catarata congénita e qualquer outro factor que impeça o foco de imagens nítidas na retina, O estrabismo é responsável por 50% dos casos de ambliopia.

 

Prevenção e tratamento:

A ambliopia é tratada com a prescrição de óculos e a utilização de tampão no olho sadio para se estimular o olho preguiçoso a desenvolver a visão, a perda visual será irreversível.

 

 

8ºB, Escola Básica e Secundária de Santa Cruz, Madeira, 2007